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Retrocesso ambiental via Estados Unidos

Enviada em: 31/03/2017

Agindo mais uma vez no campo das polêmicas e indo na contramão de todas as correntes voltadas para a sustentabilidade e preservação ambiental, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou na terça-feira (28 de março) um decreto estabelecido por seu antecessor, Barack Obama. O documento estabelecia uma série de regulamentações contra as mudanças climáticas. Os principais focos da decisão foram atacar o Plano de Energia Limpa de Obama e alavancar a produção de gás e petróleo.
Recursos naturais não renováveis, gás e petróleo têm impactos ambientais em sua exploração e utilização. A alta liberação de carbono fóssil na atmosfera, que eleva a temperatura no planeta é apenas um dos aspectos que há algum tempo vem fomentando o desenvolvimento de projetos de energias alternativas renováveis. Aliás, 2015 ficou marcado como o primeiro ano em que houve maior crescimento mundial na produção de energia limpa do que da suja (ainda a matriz mundial).
Também, a partir da proposição em 1989 da adoção de programas de Produção Mais Limpa, pela Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia, das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), passou-se a incentivar a aplicação de estratégias e ações ambientalmente corretas para processos, produtos e serviços com as finalidades maiores de evitar o desperdício de matérias-primas, água e energia, reduzir a geração de resíduos e as emissões, prevenir a poluição e garantir ganhos para as empresas. Já bem aceito pelas empresas mais competitivas, a gestão ambiental tem ganho força como fator estratégico, de ampliação da inovação, de responsabilidade ambiental e social. Eliminando os desperdícios e malefícios no processo, são reduzidos os passivos e gastos com toda destinação. É uma ideia que parece não ter volta até se deparar com retrocessos como esse em uma das maiores economias do planeta.

 

Marisa Pereira
Assessoria de Comunicação
MTB 7619